Meditação

Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; quem a Deus tem nada lhe falta:só Deus basta.

Uma «imensa cascata de graça»
A missão de Jesus, que culmina com o dom do Espírito Santo, tinha este objectivo essencial:  restabelecer a nossa relação com o Pai, danificada pelo pecado; arrancar-nos à condição de órfãos e devolver-nos a de filhos.

…A ascensão soa aos nossos ouvidos como um momento de desapego, é o de uma partida para o Pai.  Só Deus preenche o coração do homem, é o que Jesus parece dizer-nos:  «Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu» (Jo 14,28).

Hoje a Igreja repete, canta, clama: «Jesus ressuscitou!». Mas como? Pedro, João, as mulheres foram ao Sepulcro e viram-no vazio, Ele já não estava lá. Voltaram com o coração apertado pela tristeza, a tristeza de uma derrota: o Mestre, o seu Mestre, que amavam muito tinha sido executado, morreu. E da morte não se volta. Esta é a derrota, este é o caminho da derrota, a via para o sepulcro.

Senhor meu Deus, faz com que o meu coração te deseje; que, desejando-te, te procure; que, procurando-te, te encontre; que, encontrando-te, te ame; e que, amando-te, resgate as minhas faltas; e, uma vez resgatadas, não volte a cometê-las.

A liturgia de Quarta-feira de Cinzas convida-nos a unir à oração o jejum, prática penitencial que exige um esforço espiritual mais profundo.

Escutar, meditar, falar e ficar em silêncio diante do Senhor que fala é uma arte que se aprende praticando-a com perseverança.  Certamente, a oração é um dom, que, no entanto, exige acolhimento; é obra de Deus, mas exige compromisso e assiduidade da nossa parte; importantes são sobretudo a continuidade e a perseverança.

Meu Deus,
Ofereço-te este ano que começa.
É uma parcela desse tempo tão precioso
que me deste para te servir.
Coloco-o sob o signo da fidelidade:
faz com que seja uma longa ascensão para ti
e que cada dia me encontre
Mais rica de fé e de amor.

A intenção da Igreja é honrar hoje todos os Santos colectivamente. Amo-os, invoco-os, uno-me a eles, junto a minha voz às suas para louvar Aquele que os fez santos.  É de bom grado que exclamo com essa Igreja celeste: Santo, Santo, Santo, só a Deus a glória!  Que tudo se reduza a nada diante dele!

Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade...
Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende... Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho... Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas.

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