Um presente genial da Igreja: ser Conselheiro Espiritual de uma equipe!

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Capelão ou Conselheiro?

À nossa volta, não se sabe quem é Conselheiro Espiritual.  Isso não se faz por nomeação.  É da ordem da livre escolha.  A procura de Conselheiro Espiritual é difícil.  O Conselheiro Espiritual é certamente alguém que acompanha, mas é seguramente alguém que é acompanhado.

Não encontraste noutro lado esse aspecto fraterno?

Esta equipe é o lugar do meu revigoramento, para mim é importante continuar apesar das responsabilidades da minha diocese.  Perguntei a mim próprio:  «Isto será mesmo para mim?».  É uma missão de Igreja.  Estar enraizado numa Igreja local tem sido muito benéfico para os membros da equipe.

Encontrei algo muito particularmente alicerçado na relação entre o ministério do padre e o sacramento do Matrimônio.  Uma influência na minha missão de pároco durante 6 anos:preparação para o matrimônio, equipes Tandem…

Qual é a distância entre o padre e os equipistas?  Proximidade ou frente a frente?  Membro da equipe ou outra coisa? Companheirismo ou autoridade?

Distância por respeito para com cada família.  Não me compete a mim dizer o que se vive nas famílias.  São os responsáveis e não eu quem conduz o diálogo.  Aqueles pais, aqueles casais e o padre comprometem-nos fortemente com a experiência da paternidade.  Esta humanidade é-nos oferecida por aqueles que se amam e que constituem famílias.

Como acompanhar momentos difíceis de uma vida de equipe.  Qual é o lugar do CE?

A minha convicção profunda é que é muito importante ser humanamente padre.  Numa equipe há muitas riquezas.  Há uma forte comunhão entre a nossa vocação de batizados.  Quando Cristo vê e conta a vida das pessoas, Ele vê aí a obra de Deus; este companheirismo com uma equipe de Nossa Senhora ensina-nos isso.  Pouco a pouco, à força de nos encontrarmos, o dom de Deus surge-nos encarnado.

A reunião?  Os PCE, como sair da enumeração para viver um caminho de progressão?  O padre diz como faz oração?

Os equipistas esperam que eu tome parte na Partilha.  Se eu tiver alguma coisa a dizer e entro no diálogo, faço-o por entreajuda. Um casal que tenha uma grande experiência de oração e de Regra de Vida arrasta-nos.  Acontece-me, por vezes, fazer um trabalho de discernimento para ver se não nos estamos a desviar.  Nas ENS não somos cúmplices.  Somos missionados.