Monsenhor François Fleischmann, um grande servidor das Equipas de Nossa Senhora, deixou-nos.

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Monsenhor Michel Aupetit, Arcebispo de Paris, confia à vossa oração:
Monsenhor François Fleischmann
Prelado de Honra, cónego honorário
falecido na Sexta-feira 26 de Fevereiro,
aos 86 anos de idade, no 56º ano de sacerdócio.
Mons. Fleischmann partiu para a casa do Pai esta manhã pelas 11h.
Que Deus o acolha na sua paz.
SAs exéquias terão lugar na catedral Notre-Dame de Paris, na Sexta-feira 2 de Fevereiro de 2018 às 10h.

 
François Fleischmann nasce em Estrasburgo a 2 de Maio de 1934 e é ordenado presbítero a 14 de Abril de 1962 na catedral Notre-Dame de Paris.  Capelão adjunto no Lycée Henri IV (Paris 5) até 1963, é depois, durante oito anos, professor no Seminário Menor de Conflans.
Em 1971, é nomeado vigário de Ste-Jeanne de Chantal (Paris 16) onde permanece quatro anos, encarregado também, em 1974, durante um ano, do centro religioso do Palais des Congrès (Paris, Porte Maillot).  Em 1975, é nomeado vigário de Ste-Odile (Paris 17); em 1981, passa a ser responsável adjunto de St-Pierre de Chaillot, onde se encarrega da catequese no Lycée de L’Assomption Lübeck (Paris 16).
De 1983 a 1998, é nomeado para a Secretaria de Estado do Vaticano para a secção de língua francesa.  Esta missão ao serviço do Santo Padre e da Igreja universal, apesar do seu carácter por vezes austero, foi para ele fonte de crescimento e de realização.  As audiências permitiram que se aproximasse um pouco de São João Paulo II, nomeadamente nas audiências das Quartas-feiras, que o marcaram profundamente.
De regresso a Paris em 1998, é nomeado pároco de St-François-Xavier (Paris 7), cargo que ocupará até 2003.  Em 2002, é nomeado chanceler da diocese e vigário episcopal no Secretariado dos Casamentos.  Em 2010, começa a retirar-se, primeiro do seu cargo de chanceler e depois do Secretariado dos Casamentos.  Residindo em Saint-Lambert de Vaugirard, prestará numerosos serviços à paróquia.
Ao longo do seu ministério, Mons. Fleischmann acompanhou as Equipas de Nossa Senhora e participou activamente na vida do Movimento.  Foi conselheiro espiritual da equipa internacional:  mais uma vez, uma grande experiência da vida da Igreja universal e da acção da graça de Deus.  Consequência disto foi o facto de Mons. Fleischmann se ter empenhado ao serviço da causa de canonização do Padre Henri Caffarel, fundador das Equipas de Nossa Senhora.  No passado dia 8 de Dezembro participou no colóquio que se realizou no Collège des Bernardins por ocasião do 70º aniversário da Carta das Equipas com uma intervenção sobre a revista L’Anneau d’Or, para a qual tinha contribuído, nos anos anteriores, com um trabalho minucioso.
Tendo sido nomeado cónego titular de Notre-Dame de Paris em 2003, foi, é 2005, eleito decano dos cónegos titulares.  Em 2013, já aposentado, está ao serviço da paróquia St-Lambert de Vaugirard (Paris 15).  Em 2014, passa a ser cónego titular emérito.
Mons. François Fleischmann era um homem de grande humildade e de grande profundidade, dedicado à missão para todos numa só Igreja.  As nossas orações acompanham-no para que Deus acolha o seu servo fiel na sua alegria e na sua paz.  Damos graças a Deus pelos frutos do seu ministério.


Chegam os testemunhos, em particular o do Padre José Jacinto Ferreira de Farias, scj, Conselheiro espiritual da ERI.


Em Memória de Monsenhor Fleischmann


Desde o primeiro momento em que conheci Monsenhor Fleischmann senti-me tocado pela sua simplicidade; pela profundidade do seu olhar; pela delicadeza do seu coração.
Do seu curriculum vitae faz parte o seu empenho nas Equipas de Nossa Senhora, que ele serviu ao mais alto nível, como conselheiro espiritual da ERI, a Equipa Responsável Internacional. Ele foi meu predecessor neste serviço. E por isso eu tinha por ele um enorme respeito  cheio de admiração, porque, através dele, sentia-me herdeiro da riqueza carismática do nosso Movimento, que ele conhecia profundamente como ninguém e que tinha colhido directamente do Padre Caffarel. A missa em Massabielle, perto de Paris, no dia 10 de Dezembro passado foi a última recordação que tenho dele. Dada a minha condição de Conselheiro Espiritual da ERI, deram-me a presidência. Monsenhor Fleischmann fez a homilia. No momento da despedida, eu disse-lhe «Adeus», que em português significa «até Deus». Nunca como agora estas palavras são verdadeiras, no sentido mais profundo da comunhão dos santos: o nosso próximo encontro será em Deus! Adeus, Monsenhor Fleischmann!