Carta de Julho 2018

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Queridos casais e conselheiros equipistas:
Quero iniciar as minhas comunicações convosco com esta página de saudação.
Não posso esconder que, quando a Clarita e o Edgardo, nossos responsáveis internacionais, me convidaram a acompanhá-los como padre conselheiro espiritual na ERI, senti um grande temor e uma imensa dúvida. Não é uma tarefa fácil. Ainda menos, tendo consciência da minha própria pobreza e debilidade e conhecendo tantos irmãos no ministério sacerdotal, conselheiros espirituais no Movimento, muito mais capacitados e mais cheios de santidade e virtudes do que eu. Mas, diante de um chamamento que se me apresentou como sugerida na oração e na abertura ao Espírito, pensei que quem convida sabe a quem o faz. Depois de consultar o meu Bispo, o Cardeal Rubén Salazar G., arcebispo de Bogotá, e o director da associação presbiteral de que faço parte, e meditando no silêncio da minha oração, cheguei à conclusão de que, se é possível servir, por que não fazê-lo?
O que posso oferecer a quem me chama e a todo o Movimento é a minha disponibilidade, o meu desejo de ser útil e o meu profundo amor às ENS. Acredito no matrimónio como sacramento da Igreja e como caminho de santidade; tenho sido, durante mais de 25 anos, testemunha da vida conjugal e do caminho de tantos casais com quem partilho nas Equipas; tenho acompanhado muitos namorados no discernimento do seu amor e na sua decisão de se casarem na Igreja; tenho partilhado as alegrias e as tristezas, os trabalhos, as lutas e os esforços dos cônjuges e as preocupações dos pais na formação dos seus filhos; rezo com muitos esposos crentes que aspiram à salvação dos seus; enfim, tenho vivido muito próximo do mistério profundo e sagrado da conjugalidade. Por tudo isto com a minha frágil capacidade e as minhas limitações, estou disposto para o serviço que me foi pedido.
Vivemos um momento particularmente sensível na nossa Igreja. O papa Francisco recorda-nos continuamente o apelo à santidade que nos foi dirigido. O mundo que habitamos requer de nós cada vez mais coerência existencial. O matrimónio cristão como projecto de vida, pede-nos testemunho e credibilidade.
Se estamos convencidos de que o Senhor Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; se partilhamos a realidade sacramental que nos acompanha desde o baptismo; se acreditamos no apelo a sermos testemunhas credíveis do amor em Cristo; se nos anima o desejo de tornar visíveis a misericórdia e a compaixão de Deus; se estamos comprometidos no cuidado da casa comum que habitamos; se sentimos que há uma missão a que devemos responder; então, caminhemos juntos para que a vida que flui e a humanidade que partilhamos possa ser cada dia um pouco melhor.
Aos meus irmãos padres conselheiros e aos acompanhantes espirituais das equipas quero pedir a sua compreensão e o seu apoio. Fomos convidados a acompanhar, animar e servir os casais das nossas equipas e a graça do Senhor fortalece a nossa disponibilidade. Que possamos ser verdadeiras testemunhas do amor de Deus e caminhantes que partilham as exigências de fazer parte de um Movimento que nos oferece os meios de santificação e da vivência do nosso ministério.
Aos casais que optaram por fazer parte das ENS, reitero o meu desejo de serviço. Animo-vos a continuarem neste maravilhoso caminho de santidade, aproveitando os pontos concretos de esforço como proposta de ajuda eficaz para «progredir com segurança na vida conjugal pelo caminho da Igreja», como nos dizia o papa Francisco. Aos viúvos que continuam o caminho no seio das equipas, agradeço o testemunho que continuam a dar de facer comunidade com os irmãos.
A todos o meu fraterno abraço, o meu afecto e a minha disponibilidade.

Ricardo Londoño Domínguez, Conselheiro

 Ler el Correio da ERI de Julho 2018
De Clarita & Edgardo BERNAL