{"id":2536,"date":"2019-10-08T15:21:46","date_gmt":"2019-10-08T15:21:46","guid":{"rendered":"http:\/\/equipes.nelsoncardeira.com\/?p=2536"},"modified":"2019-10-08T15:21:46","modified_gmt":"2019-10-08T15:21:46","slug":"catechisme-de-leglise-catholique-1601-1666","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/catechisme-de-leglise-catholique-1601-1666\/","title":{"rendered":"Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1601-1666"},"content":{"rendered":"<p><strong>O SACRAMENTO DO MATRIM\u00d3NIO<\/strong><\/p>\n<p>\u00abO pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunh\u00e3o \u00edntima de toda a vida, ordenado por sua \u00edndole natural ao bem dos c\u00f4njuges e \u00e0 procria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor \u00e0 dignidade de sacramento\u00bb (93) .<br \/>\nO matrim\u00f3nio no des\u00edgnio de Deus<br \/>\nA Sagrada Escritura come\u00e7a pela cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher, \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (94), e termina com a vis\u00e3o das \u00abn\u00fapcias do Cordeiro\u00bb (Ap 19, 9) (95). Do princ\u00edpio ao fim, a Escritura fala do matrim\u00f3nio e do seu \u00abmist\u00e9rio\u00bb, da sua institui\u00e7\u00e3o e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realiza\u00e7\u00f5es ao longo da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renova\u00e7\u00e3o \u00abno Senhor\u00bb\u00a0(1 Cor 7,\u00a039), na Nova Alian\u00e7a de Cristo e da Igreja (96).<\/p>\n<p><strong>O MATRIM\u00d3NIO NA ORDEM DA CRIA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00abA \u00edntima comunidade da vida e do amor conjugal foi fundada pelo Criador e dotada de leis pr\u00f3prias [&#8230;]. O pr\u00f3prio Deus \u00e9 o autor do matrim\u00f3nio\u00bb (97). A voca\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio est\u00e1 inscrita na pr\u00f3pria natureza do homem e da mulher, tais como sa\u00edram das m\u00e3os do Criador. O matrim\u00f3nio n\u00e3o \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o puramente humana, apesar das numerosas varia\u00e7\u00f5es a que esteve sujeito no decorrer dos s\u00e9culos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Tais diversidades n\u00e3o devem fazer esquecer os tra\u00e7os comuns e permanentes. Muito embora a dignidade desta institui\u00e7\u00e3o nem sempre e nem por toda a parte transpare\u00e7a com a mesma clareza (98), existe, no entanto, em todas as culturas, um certo sentido da grandeza da uni\u00e3o matrimonial. Porque \u00aba sa\u00fade da pessoa e da sociedade est\u00e1 estreitamente ligada a uma situa\u00e7\u00e3o feliz da comunidade conjugal e familiar\u00bb (99).<br \/>\nDeus, que criou o homem por amor, tamb\u00e9m o chamou ao amor, voca\u00e7\u00e3o fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (100) que \u00e9 amor (1\u00a0Jo\u00a04, 8.16). Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor m\u00fatuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefect\u00edvel com que Deus ama o homem. \u00c9 bom, muito bom, aos olhos do Criador (101). E este amor, que Deus aben\u00e7oa, est\u00e1 destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da cria\u00e7\u00e3o: \u00abDeus aben\u00e7oou-os e disse-lhes: &#8220;Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a&#8221;\u00bb\u00a0(Gn\u00a01, 28).<br \/>\nQue o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, afirma-o a Sagrada Escritura: \u00abN\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3\u00bb\u00a0(Gn\u00a02, 18). A mulher, \u00abcarne da sua carne\u00bb (102),isto \u00e9, sua igual, a criatura mais parecida com ele, \u00e9-lhe dada por Deus como uma ,auxiliar\u00bb (103), representando assim aquele \u00abDeus que \u00e9 o nosso aux\u00edlio\u00bb (104). \u00abPor esse motivo, o homem deixar\u00e1 o pai e a m\u00e3e, para se unir \u00e0 sua mulher: e os dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u00bb\u00a0(Gn\u00a02, 24). Que isto significa uma unidade indefect\u00edvel das duas vidas, o pr\u00f3prio Senhor o mostra, ao lembrar qual foi, \u00abno princ\u00edpio\u00bb, o des\u00edgnio do Criador (105): \u00abPortanto, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o dois, mas uma s\u00f3 carne\u00bb\u00a0(Mt\u00a019, 6).<\/p>\n<p><strong>O MATRIM\u00d3NIO SOB O REGIME DO PECADO<\/strong><\/p>\n<p>Todo o homem faz a experi\u00eancia do mal, \u00e0 sua volta e em si mesmo. Esta experi\u00eancia faz-se tamb\u00e9m sentir nas rela\u00e7\u00f5es entre o homem e a mulher. Desde sempre, a uni\u00e3o de ambos foi amea\u00e7ada pela disc\u00f3rdia,\u00a0o esp\u00edrito de dom\u00ednio, a infidelidade, o ci\u00fame e conflitos capazes de ir at\u00e9 ao \u00f3dio e \u00e0 ruptura. Esta desordem pode manifestar-se de um modo mais ou menos agudo e ser mais ou menos ultrapassada, conforme as culturas, as \u00e9pocas, os indiv\u00edduos. Mas parece, sem d\u00favida, ter um car\u00e1cter universal.<br \/>\nSegundo a f\u00e9, esta desordem, que dolorosamente comprovamos, n\u00e3o procede da\u00a0natureza\u00a0do homem e da mulher, nem da natureza das suas rela\u00e7\u00f5es, mas do\u00a0pecado.\u00a0Ruptura com Deus, o primeiro pecado teve como primeira consequ\u00eancia a ruptura da comunh\u00e3o original do homem e da mulher. As suas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o distorcidas por acusa\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas (106); a atrac\u00e7\u00e3o m\u00fatua, dom pr\u00f3prio do Criador (107), converte-se em rela\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio e de cupidez (108): a espl\u00eandida voca\u00e7\u00e3o do homem e da mulher para serem fecundos, multiplicarem-se e submeterem a terra (109) fica sujeita \u00e0s dores do parto e do ganha-p\u00e3o (110).<br \/>\nNo entanto, a ordem da cria\u00e7\u00e3o subsiste, apesar de gravemente perturbada. Para curar as feridas do pecado, o homem e a mulher precisam da ajuda da gra\u00e7a que Deus, na sua miseric\u00f3rdia infinita, nunca lhes recusou (111). Sem esta ajuda, o homem e a mulher n\u00e3o podem chegar a realizar a uni\u00e3o das suas vidas para a qual Deus os criou \u00abno princ\u00edpio\u00bb.<\/p>\n<p><strong>O MATRIM\u00d3NIO SOB A PEDAGOGIA DA LEI<\/strong><\/p>\n<p>Na sua miseric\u00f3rdia, Deus n\u00e3o abandonou o homem pecador. As penas que se seguiram ao pecado, \u00abas dores do parto\u00bb (112), o trabalho \u00abcom o suor do rosto\u00bb\u00a0(Gn\u00a03, 19), constituem tamb\u00e9m rem\u00e9dios que reduzem os malef\u00edcios do pecado. Depois da queda, o matrim\u00f3nio ajuda a superar o auto-isolamento, o ego\u00edsmo, a busca do pr\u00f3prio prazer, e a abrir-se ao outro, \u00e0 m\u00fatua ajuda, ao dom de si.<br \/>\nA consci\u00eancia moral relativamente \u00e0 unidade e indissolubilidade do matrim\u00f3nio desenvolveu-se sob a pedagogia da antiga Lei. A poligamia dos patriarcas e dos reis ainda n\u00e3o \u00e9 explicitamente rejeitada. No entanto, a Lei dada a Mois\u00e9s visa proteger a mulher contra um dom\u00ednio arbitr\u00e1rio por parte do homem, ainda que a mesma Lei comporte tamb\u00e9m, segundo a palavra do Senhor, vest\u00edgios da \u00abdureza do cora\u00e7\u00e3o\u00bb do homem, em raz\u00e3o da qual Mois\u00e9s permitiu o rep\u00fadio da mulher (113).<br \/>\nAo verem a Alian\u00e7a de Deus com Israel sob a imagem dum amor conjugal, exclusivo e fiel (114), os profetas prepararam a consci\u00eancia do povo eleito para uma intelig\u00eancia aprofundada da unicidade e indissolubilidade do matrim\u00f3nio (115). Os livros de Rute e de Tobias d\u00e3o testemunhos comoventes do elevado sentido do matrim\u00f3nio, da fidelidade e da ternura dos esposos. E a Tradi\u00e7\u00e3o viu sempre no C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos uma express\u00e3o \u00fanica do amor humano, enquanto reflexo do amor de Deus, amor \u00abforte como a morte\u00bb, que \u00abnem as \u00e1guas caudalosas conseguem apagar\u00bb (Ct8, 6-7).<\/p>\n<p><strong>O MATRIM\u00d3NIO NO SENHOR<\/strong><\/p>\n<p>A alian\u00e7a nupcial entre Deus e o seu povo Israel tinha preparado a Alian\u00e7a nova e eterna, pela qual o Filho de Deus, encarnando e dando a sua vida, uniu a Si, de certo modo, toda a humanidade por Ele salva (116), preparando assim as \u00abn\u00fapcias do Cordeiro\u00bb (117).<br \/>\nNo umbral da sua vida p\u00fablica, Jesus realiza o seu primeiro sinal \u2013a pedido da sua M\u00e3e \u2013 por ocasi\u00e3o duma festa de casamento (118). A Igreja atribui uma grande import\u00e2ncia \u00e0 presen\u00e7a de Jesus nas bodas de Can\u00e1. Ela v\u00ea nesse facto a confirma\u00e7\u00e3o da bondade do matrim\u00f3nio e o an\u00fancio de que, doravante, o matrim\u00f3nio seria um sinal eficaz da presen\u00e7a de Cristo.<br \/>\nNa sua prega\u00e7\u00e3o, Jesus ensinou sem equ\u00edvocos o sentido original da uni\u00e3o do homem e da mulher, tal como o Criador a quis no princ\u00edpio: a permiss\u00e3o de repudiar a sua mulher, dada por Mois\u00e9s, era uma concess\u00e3o \u00e0 dureza do cora\u00e7\u00e3o (119): a uni\u00e3o matrimonial do homem e da mulher \u00e9 indissol\u00favel: foi o pr\u00f3prio Deus que a estabeleceu: \u00abN\u00e3o separe, pois, o homem o que Deus uniu\u00bb\u00a0(Mt\u00a019, 6).<br \/>\nEsta insist\u00eancia inequ\u00edvoca na indissolubilidade do v\u00ednculo matrimonial p\u00f4de criar perplexidade e aparecer como uma exig\u00eancia impratic\u00e1vel (120). No entanto, Jesus n\u00e3o imp\u00f4s aos esposos um fardo imposs\u00edvel de levar e pesado demais (121), mais pesado que a Lei de Mois\u00e9s. Tendo vindo restabelecer a ordem original da cria\u00e7\u00e3o, perturbada pelo pecado, Ele pr\u00f3prio d\u00e1 a for\u00e7a e a gra\u00e7a de viver o matrim\u00f3nio na dimens\u00e3o nova do Reino de Deus. \u00c9 seguindo a Cristo, na ren\u00fancia a si pr\u00f3prios e\u00a0tornando a sua cruz (122), que os esposos poder\u00e3o \u00abcompreender\u00bb (123) o sentido original do matrim\u00f3nio e viv\u00ea-lo com a ajuda de Cristo. Esta gra\u00e7a do Matrim\u00f3nio crist\u00e3o \u00e9 fruto da cruz de Cristo, fonte de toda a vida crist\u00e3.<br \/>\n\u00c9 o que o Ap\u00f3stolo Paulo nos d\u00e1 a entender, quando diz: \u00abMaridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, a fim de a santificar\u00bb (Ef5, 25-26): e acrescenta imediatamente: \u00ab&#8221;Por isso o homem deixar\u00e1 o pai e a m\u00e3e para se unir \u00e0 sua mulher e ser\u00e3o os dois uma s\u00f3 carne&#8221;. \u00c9 grande este mist\u00e9rio, digo-o em rela\u00e7\u00e3o a Cristo e \u00e0 Igreja\u00bb\u00a0(Ef 5,\u00a031-32).<br \/>\nToda a vida crist\u00e3 tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja. J\u00e1 o Baptismo, entrada no povo de Deus, \u00e9 um mist\u00e9rio nupcial: \u00e9, por assim dizer, o banho de n\u00fapcias (124) que precede o banquete das bodas, a Eucaristia. O Matrim\u00f3nio crist\u00e3o, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da alian\u00e7a de Cristo com a Igreja. E uma vez que significa e comunica a gra\u00e7a desta alian\u00e7a, o Matrim\u00f3nio entre baptizados \u00e9 um verdadeiro sacramento da Nova Alian\u00e7a (125).<\/p>\n<p><strong>A VIRGINDADE POR AMOR DO REINO<\/strong><\/p>\n<p>Cristo \u00e9 o centro de toda a vida crist\u00e3. A uni\u00e3o com Ele prevalece sobre todas as outras, quer se trate de la\u00e7os familiares, quer sociais (126). Desde o princ\u00edpio da Igreja, houve homens e mulheres que renunciaram ao grande bem do matrim\u00f3nio, para seguirem o Cordeiro aonde quer que Ele v\u00e1 (127), para cuidarem das coisas do Senhor, para procurarem agradar-Lhe para sa\u00edrem ao encontro do Esposo que vem (128). O pr\u00f3prio Cristo convidou alguns a seguirem-n&#8217;O neste modo de vida, de que Ele \u00e9 o modelo:<\/p>\n<p>\u00abH\u00e1 eunucos que nasceram assim do seio materno; h\u00e1 os que foram feitos eunucos pelos homens; e h\u00e1 os que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos c\u00e9us. Quem puder entender, entenda!\u00bb (Mt\u00a019, 12).<\/p>\n<p>A virgindade por amor do Reino dos c\u00e9us \u00e9 um desenvolvimento da gra\u00e7a baptismal, um sinal poderoso da preemin\u00eancia da uni\u00e3o com\u00a0Cristo e da espera fervorosa do seu regresso, um sinal que lembra tamb\u00e9m que o matrim\u00f3nio \u00e9 uma realidade do tempo presente, que \u00e9 passageiro (130).<br \/>\nQuer, o sacramento do Matrim\u00f3nio, quer a virgindade por amor do Reino de Deus, v\u00eam do pr\u00f3prio Senhor. \u00c9 Ele que lhes d\u00e1 sentido e concede a gra\u00e7a indispens\u00e1vel para serem vividos em conformidade com a sua vontade (131). A estima pela virgindade por amor do Reino (132) e o sentido crist\u00e3o do matrim\u00f3nio s\u00e3o insepar\u00e1veis e favorecem-se mutuamente:<\/p>\n<p>\u00abDenegrir o Matrim\u00f3nio \u00e9, ao mesmo tempo, diminuir a gl\u00f3ria da virgindade: enaltec\u00ea-lo \u00e9 real\u00e7ar a admira\u00e7\u00e3o devida \u00e0 virgindade [&#8230;] Porque, no fim de contas, o que s\u00f3 em compara\u00e7\u00e3o com um mal parece bom, n\u00e3o pode ser um verdadeiro bem: mas o que ainda \u00e9 melhor do que bens incontestados, esse \u00e9 que \u00e9 o bem por excel\u00eancia\u00bb (133)<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f3nio<br \/>\nNo rito latino, a celebra\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f3nio entre dois fi\u00e9is cat\u00f3licos tem lugar normalmente no decorrer da santa Missa, em virtude da liga\u00e7\u00e3o de todos os sacramentos com o mist\u00e9rio pascal de Cristo (134). Na Eucaristia realiza-se o memorial da Nova Alian\u00e7a, pela qual Cristo se uniu para sempre \u00e0 Igreja, sua esposa bem-amada, por quem se entregou (135). Por isso, \u00e9 conveniente que os esposos selem o seu consentimento \u00e0 doa\u00e7\u00e3o rec\u00edproca pela oferenda das pr\u00f3prias vidas, unindo-a \u00e0 obla\u00e7\u00e3o de Cristo pela sua Igreja, tornada presente no sacrif\u00edcio eucar\u00edstico, e recebendo a Eucaristia, para que, comungando o mesmo corpo e o mesmo sangue de Cristo, \u00abformem um s\u00f3 corpo\u00bb em Cristo (136).<br \/>\n\u00abEnquanto\u00a0ac\u00e7\u00e3o sacramental de santifica\u00e7\u00e3o,\u00a0a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do Matrim\u00f3nio [&#8230;] deve ser por si mesma v\u00e1lida, digna e frutuosa\u00bb (137).\u00a0 Por isso, \u00e9 conveniente que os futuros esposos se preparem para a celebra\u00e7\u00e3o do seu Matrim\u00f3nio, recebendo o sacramento da Penit\u00eancia.<br \/>\nSegundo a tradi\u00e7\u00e3o latina, s\u00e3o os esposos quem, como ministros da gra\u00e7a de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do Matrim\u00f3nio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento. Nas tradi\u00e7\u00f5es das Igrejas orientais, os sacerdotes que oficiam \u2013 Bispos ou presb\u00edteros \u2013 s\u00e3o testemunhas do m\u00fatuo consentimento manifestado pelos esposos (138), mas a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria para a validade do sacramento (139).<br \/>\nAs diversas liturgias s\u00e3o ricas em ora\u00e7\u00f5es de b\u00ean\u00e7\u00e3o e de epiclese, pedindo a Deus a sua gra\u00e7a e invocando a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o sobre o novo casal, especialmente sobre a esposa. Na epiclese deste sacramento, os esposos recebem o Esp\u00edrito Santo como comunh\u00e3o do amor de Cristo e da Igreja (140). \u00c9 Ele o selo da alian\u00e7a de ambos, a nascente sempre oferecida do seu amor, a for\u00e7a pela qual se renovar\u00e1 a sua fidelidade.<\/p>\n<p>III. O consentimento matrimonial<\/p>\n<p>Os protagonistas da alian\u00e7a matrimonial s\u00e3o um homem e uma mulher baptizados, livres para contrair Matrim\u00f3nio e que livremente exprimem o seu consentimento. \u00abSer livre\u00bb quer dizer:<\/p>\n<p>\u2013\u00a0 n\u00e3o ser constrangido;<br \/>\n\u2013 n\u00e3o estar impedido por nenhuma lei natural nem eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p>A Igreja considera a permuta dos consentimentos entre os esposos como o elemento indispens\u00e1vel \u00abque constitui o Matrim\u00f3nios (141).Se faltar o consentimento, n\u00e3o h\u00e1 Matrim\u00f3nio.<br \/>\nO consentimento consiste num \u00abacto humano pelo qual os esposos se d\u00e3o e se recebem mutuamente\u00bb (142): \u00abEu recebo-te por minha esposa. Eu recebo-te por meu esposo\u00bb (143). Este consentimento, que une os esposos entre si, tem a sua consuma\u00e7\u00e3o no facto de os dois \u00abse tornarem uma s\u00f3 carne\u00bb (144).<br \/>\nO consentimento deve ser um acto da vontade de cada um dos contraentes, livre de viol\u00eancia ou de grave temor externo (145). Nenhum\u00a0poder humano pode substituir-se a este consentimento (146). Faltando esta liberdade, o matrim\u00f3nio \u00e9 inv\u00e1lido.<br \/>\nPor este motivo (ou por outras raz\u00f5es, que tornem nulo ou n\u00e3o realizado o casamento) (147),\u00a0 a Igreja pode, depois de examinada a situa\u00e7\u00e3o pelo tribunal eclesi\u00e1stico competente, declarar \u00aba nulidade do Matrim\u00f3nio\u00bb, ou seja, que o Matrim\u00f3nio nunca existiu. Em tal caso, os contraentes ficam livres para se casarem, salvaguardadas as obriga\u00e7\u00f5es naturais resultantes da uni\u00e3o anterior (148).<br \/>\nO sacerdote (ou o di\u00e1cono), que assiste \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f3nio, recebe o consentimento dos esposos em nome da Igreja e d\u00e1 a b\u00ean\u00e7\u00e3o da Igreja. A presen\u00e7a do ministro da Igreja (bem como das testemunhas) exprime visivelmente que o Matrim\u00f3nio \u00e9 uma realidade eclesial.<br \/>\n\u00c9 por esse motivo que, normalmente, a Igreja exige para os seus fi\u00e9is a\u00a0formaeclesi\u00e1stica\u00a0da celebra\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f3nio (149). Muitas raz\u00f5es concorrem para explicar esta determina\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 o Matrim\u00f3nio sacramental \u00e9 um acto\u00a0lit\u00fargico.\u00a0Portanto, \u00e9 conveniente que seja celebrado na liturgia p\u00fablica da Igreja;<br \/>\n\u2013\u00a0 o Matrim\u00f3nio introduz num\u00a0ordo\u00a0eclesial, cria direitos e deveres na Igreja, entre os esposos e para com os filhos;<br \/>\n\u2013\u00a0 uma vez que o Matrim\u00f3nio \u00e9 um estado de vida na Igreja, \u00e9 necess\u00e1rio que haja a certeza a respeito dele (da\u00ed a obriga\u00e7\u00e3o de haver testemunhas);<br \/>\n\u2013\u00a0 o car\u00e1cter p\u00fablico do consentimento protege o \u00absim\u00bb uma vez dado e ajuda a permanecer-lhe fiel.<\/p>\n<p>Para que o \u00absim\u00bb dos esposos seja um acto livre e respons\u00e1vel, e para que a alian\u00e7a matrimonial tenha bases humanas e crist\u00e3s s\u00f3lidas e duradoiras, \u00e9 de primordial import\u00e2nciaa prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio:<\/p>\n<p>O exemplo e o ensino dados pelos pais e pelas fam\u00edlias continuam a ser o caminho privilegiado desta prepara\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO papel dos pastores e da comunidade crist\u00e3, como \u00abfam\u00edlia de Deus\u00bb, \u00e9 indispens\u00e1vel para a transmiss\u00e3o dos valores humanos e crist\u00e3os do Matrim\u00f3nio e da fam\u00edlia (150), e isto tanto mais quanto \u00e9 certo que, nos nossos dias, muitos jovens conhecem a experi\u00eancia de lares desfeitos, que j\u00e1 n\u00e3o garantem suficientemente aquela inicia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00abOs jovens devem ser conveniente e oportunamente instru\u00eddos, sobretudo no seio da pr\u00f3pria fam\u00edlia, acerca da dignidade, miss\u00e3o e exerc\u00edcio do amor conjugal. Deste modo, educados na estima pela castidade, poder\u00e3o passar, chegada a idade conveniente, de um noivado honesto para o matrim\u00f3nio\u00bb (151).<\/p>\n<p><strong>CASAMENTOS MISTOS E DISPARIDADE DE CULTOS<\/strong><\/p>\n<p>Em muitos pa\u00edses, a situa\u00e7\u00e3o do\u00a0matrim\u00f3nio misto\u00a0(entre um cat\u00f3lico e um baptizado n\u00e3o-cat\u00f3lico) apresenta-sede modo bastante frequente. Tal situa\u00e7\u00e3o pede uma aten\u00e7\u00e3o particular dos c\u00f4njuges e dos pastores. O caso dos casamentos com\u00a0disparidade de culto\u00a0(entre um cat\u00f3lico e um n\u00e3o-baptizado) exige uma aten\u00e7\u00e3o ainda maior.<br \/>\nA diferen\u00e7a de confiss\u00e3o religiosa entre os c\u00f4njuges n\u00e3o constitui um obst\u00e1culo insuper\u00e1vel para o Matrim\u00f3nio, quando eles conseguem p\u00f4r em comum o que cada um recebeu na sua comunidade e aprender um do outro o modo como cada um vive a sua fidelidade a Cristo. Mas as dificuldades dos matrim\u00f3nios mistos nem por isso devem ser subestimadas. S\u00e3o devidas ao facto de a separa\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os ainda n\u00e3o ter sido superada. Os esposos arriscam-se a vir a ressentir-se do drama da desuni\u00e3o dos crist\u00e3os no seio do pr\u00f3prio lar. A disparidade de culto pode agravar ainda mais estas dificuldades. As diverg\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9, o pr\u00f3prio conceito do Matrim\u00f3nio e ainda as diferentes mentalidades religiosas podem constituir uma fonte de tens\u00f5es no Matrim\u00f3nio, principalmente por causa da educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Pode ent\u00e3o surgir uma tenta\u00e7\u00e3o: a indiferen\u00e7a religiosa.<br \/>\nSegundo o direito em vigor na Igreja latina, um Matrim\u00f3nio misto precisa da\u00a0permiss\u00e3o expressa\u00a0da autoridade eclesi\u00e1stica (152) para a respectiva liceidade. Em caso de disparidade de culto, \u00e9 requerida uma\u00a0dispensa expressa\u00a0do impedimento para a validade do Matrim\u00f3nio (153). Tanto a permiss\u00e3o como a dispensa sup\u00f5em que as duas partes conhecem e n\u00e3o rejeitam os fins e propriedades essenciais do Matrim\u00f3nio: e tamb\u00e9m que a parte cat\u00f3lica confirma os seus compromissos, dados tamb\u00e9m a conhecer expressamente \u00e0 parte n\u00e3o cat\u00f3lica, de conservar a sua f\u00e9 e de assegurar o Baptismo e a educa\u00e7\u00e3o dos filhos na Igreja Cat\u00f3lica (154).<br \/>\nEm muitas regi\u00f5es, gra\u00e7as ao di\u00e1logo ecum\u00e9nico, as respectivas comunidades crist\u00e3s puderam organizar uma\u00a0pastoral comum para os casamentos mistos.\u00a0O seu papel consiste em ajudar os casais a viver a sua situa\u00e7\u00e3o particular \u00e0 luz da f\u00e9. Ela deve tamb\u00e9m ajud\u00e1-los a superar as tens\u00f5es entre as obriga\u00e7\u00f5es dos c\u00f4njuges um para com o outro e para com as respectivas comunidades eclesiais. Deve estimular o desenvolvimento do que lhes \u00e9 comum na f\u00e9 e o respeito pelo que os divide.<br \/>\nNos casamentos com disparidade de culto, o c\u00f4njuge cat\u00f3lico tem uma tarefa particular a cumprir, \u00abporque o marido n\u00e3o-crente \u00e9 santificado pela sua mulher e a mulher n\u00e3o-crente \u00e9 santificada pelo marido crente\u00bb\u00a0(1 Cor 7,\u00a014). Ser\u00e1 uma grande alegria para o c\u00f4njuge crist\u00e3o e para a Igreja, se esta \u00absantifica\u00e7\u00e3o\u00bb levar \u00e0 convers\u00e3o livre do outro \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 (155). O amor conjugal sincero, a pr\u00e1tica humilde e paciente das virtudes familiares e a ora\u00e7\u00e3o perseverante, podem preparar o c\u00f4njuge n\u00e3o-crente para receber a gra\u00e7a da convers\u00e3o.<br \/>\nOs efeitos do sacramento do Matrim\u00f3nio<br \/>\n\u00ab Do Matrim\u00f3nio v\u00e1lido origina-se entre os c\u00f4njuges um\u00a0v\u00ednculode sua natureza perp\u00e9tuo e exclusivo: no matrim\u00f3nio crist\u00e3o, al\u00e9m disso, s\u00e3o os c\u00f4njuges robustecidos e como que consagrados por um\u00a0sacramento peculiar\u00a0para os deveres e dignidade do seu estado\u00bb (156).<\/p>\n<p><strong>O V\u00cdNCULO MATRIMONIAL<\/strong><\/p>\n<p>O consentimento, pelo qual os esposos mutuamente se d\u00e3o e se recebem, \u00e9 selado pelo pr\u00f3prio Deus (157). Da sua alian\u00e7a \u00abnasce uma institui\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e0 face da sociedade, tornada firme e est\u00e1vel pela lei divina\u00bb (158). A alian\u00e7a dos esposos \u00e9 integrada na alian\u00e7a de Deus com os homens: \u00abO aut\u00eantico amor conjugal \u00e9 assumido no amor divino\u00bb (159).<br \/>\nO\u00a0v\u00ednculo matrimonial \u00e9,\u00a0portanto, estabelecido pelo pr\u00f3prio Deus, de maneira que o matrim\u00f3nio ratificado e consumado entre baptizados n\u00e3o pode jamais ser dissolvido. Este v\u00ednculo, resultante do acto humano livre dos esposos e da consuma\u00e7\u00e3o do matrim\u00f3nio, \u00e9, a partir de ent\u00e3o, uma realidade irrevog\u00e1vel e d\u00e1 origem a uma alian\u00e7a garantida pela fidelidade de Deus. A Igreja n\u00e3o tem poder para se pronunciar contra esta disposi\u00e7\u00e3o da sabedoria divina (160).<\/p>\n<p><strong>A GRA\u00c7A DO SACRAMENTO DO MATRIM\u00d3NIO<\/strong><\/p>\n<p>Os esposos crist\u00e3os, \u00abno seu estado de vida e na sua ordem, t\u00eam, no povo de Deus, os seus dons pr\u00f3prios\u00bb (161). Esta gra\u00e7a pr\u00f3pria do sacramento do Matrim\u00f3nio destina-se a aperfei\u00e7oar o amor dos c\u00f4njuges e a fortalecer a sua unidade indissol\u00favel. Por meio desta gra\u00e7a, \u00abeles auxiliam-se mutuamente para chegarem \u00e0 santidade pela vida conjugal e pela procria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o dos filhos\u00bb (162).<br \/>\nCristo \u00e9 a fonte desta gra\u00e7a.\u00a0\u00abAssim como outrora Deus veio ao encontro do seu povo com unia alian\u00e7a de amor e fidelidade, assim agora o Salvador dos homens e Esposo da Igreja vem ao encontro dos esposos crist\u00e3os com o sacramento do Matrim\u00f3nio\u00bb (163). Fica com eles, d\u00e1-lhes a coragem de O seguirem tomando sobre si a sua cruz, de se levantarem depois das quedas, de se perdoarem mutuamente, de levarem o fardo um do outro (164), de serem \u00absubmissos um ao outro no temor de Cristo\u00bb\u00a0(Ef\u00a05, 21) e de se amarem com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias do seu amor e da sua vida familiar, Ele d\u00e1-lhes, j\u00e1 neste mundo, um antegosto do festim das n\u00fapcias do Cordeiro:<\/p>\n<p>\u00abOnde irei buscar for\u00e7as para descrever, de modo satisfat\u00f3rio, a felicidade do Matrim\u00f3nio que a Igreja une, que a obla\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica confirma e a b\u00ean\u00e7\u00e3o sela? Os anjos proclamam-no, o Pai celeste ratifica-o [&#8230;] Que jugo o de dois crist\u00e3os, unidos por uma s\u00f3 esperan\u00e7a, um \u00fanico desejo, uma \u00fanica disciplina, um mesmo servi\u00e7o! Ambos filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor; nada os separa, nem no esp\u00edrito nem na carne; pelo contr\u00e1rio, eles s\u00e3o verdadeiramente dois numa s\u00f3 carne. Ora, onde a carne \u00e1 s\u00f3 uma, tamb\u00e9m um s\u00f3 \u00e9 o esp\u00edrito\u00bb (165).<\/p>\n<p>Os bens e as exig\u00eancias do amor conjugal<br \/>\n\u00abO amor conjugal comporta um todo em que entram todas as componentes da pessoa \u2013 apelo do corpo e do instinto, for\u00e7a do sentimento e da afectividade, aspira\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito e da vontade \u2013; visa uma unidade profundamente pessoal \u2013 aquela que, para al\u00e9m da uni\u00e3o numa s\u00f3 carne, conduz \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dum s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e duma s\u00f3 alma \u2013; exige a\u00a0indissolubilidade\u00a0e a\u00a0fidelidade\u00a0na doa\u00e7\u00e3o rec\u00edproca definitiva; e abre-se \u00e0\u00a0fecundidade.\u00a0Trata-se, \u00e9 claro, das caracter\u00edsticas normais de todo o amor conjugal natural, mas com um significado novo que n\u00e3o s\u00f3 as purifica e consolida, mas as eleva ao ponto de fazer delas a express\u00e3o de valores especificamente crist\u00e3os\u00bb (166).<\/p>\n<p><strong>A\u00a0UNIDADE E A\u00a0INDISSOLUBILIDADE DO MATRIM\u00d3NIO<\/strong><\/p>\n<p>Pela sua pr\u00f3pria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida: \u00abassim, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o dois, mas uma s\u00f3 carne\u00bb\u00a0(Mt\u00a019, 6) (167). \u00abEles s\u00e3o chamados a crescer sem cessar na sua comunh\u00e3o, atrav\u00e9s da fidelidade quotidiana \u00e0 promessa da m\u00fatua doa\u00e7\u00e3o total que o Matrim\u00f3nio implica\u00bb (168). Esta comunh\u00e3o humana \u00e9 confirmada, purificada e aperfei\u00e7oada pela comunh\u00e3o em Jesus Cristo, conferida pelo sacramento do Matrim\u00f3nio; e aprofunda-se pela vida da f\u00e9 comum e pela Eucaristia recebida em comum.<br \/>\n\u00abA igual dignidade pessoal, que se deve reconhecer \u00e0 mulher e ao homem no amor pleno que t\u00eam um pelo outro, manifesta claramente a unidade do Matrim\u00f3nio, confirmada pelo Senhor\u00bb (169).\u00a0A poligamia \u00e9\u00a0contr\u00e1ria a esta igual dignidade e ao amor conjugal, que \u00e9 \u00fanico e exclusivo (170).<\/p>\n<p><strong>A FIDELIDADE DO AMOR CONJUGAL<\/strong><\/p>\n<p>Pela sua pr\u00f3pria natureza, o amor conjugal exige dos esposos uma fidelidade inviol\u00e1vel. Esta \u00e9 uma consequ\u00eancia da doa\u00e7\u00e3o de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. N\u00e3o pode ser \u00abat\u00e9 nova ordem\u00bb. \u00abEsta uni\u00e3o \u00edntima, enquanto doa\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de duas pessoas, tal como o bem dos filhos, exigem a inteira fidelidade dos c\u00f4njuges e reclamam a sua uni\u00e3o indissol\u00favel\u00bb (171).<br \/>\nO motivo mais profundo encontra-se na fidelidade de Deus \u00e0 sua alian\u00e7a, de Cristo \u00e0 sua Igreja. Pelo sacramento do Matrim\u00f3nio, os esposos ficam habilitados a representar esta fidelidade e a dar testemunho dela. Pelo sacramento, a indissolubilidade do Matrim\u00f3nio adquire um sentido novo e mais profundo.<br \/>\nPode parecer dif\u00edcil, e at\u00e9 imposs\u00edvel, ligar-se por toda a vida a um ser humano. Por isso mesmo, \u00e9 da maior import\u00e2ncia anunciar a boa-nova de que Deus nos ama com um amor definitivo e irrevog\u00e1vel, de que os esposos participam neste amor que os conduz e sust\u00e9m e de que, pela sua fidelidade, podem ser testemunhas do amor fiel de Deus. Os esposos que, com a gra\u00e7a de Deus, d\u00e3o este testemunho, muitas vezes em condi\u00e7\u00f5es bem dif\u00edceis, merecem a gratid\u00e3o e o amparo da comunidade eclesial (172).<br \/>\nNo entanto, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que a coabita\u00e7\u00e3o matrimonial se torna praticamente imposs\u00edvel pelas mais diversas raz\u00f5es. Em tais casos, a Igreja admite\u00a0a separa\u00e7\u00e3o\u00a0f\u00edsica dos esposos e o fim da coabita\u00e7\u00e3o. Mas os esposos n\u00e3o deixam de ser marido e mulher perante Deus: n\u00e3o s\u00e3o livres de contrair nova uni\u00e3o. Nesta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, a melhor solu\u00e7\u00e3o seria, se poss\u00edvel, a reconcilia\u00e7\u00e3o. A comunidade crist\u00e3 \u00e9 chamada a ajudar estas pessoas a viverem crist\u00e3mente a sua situa\u00e7\u00e3o, na fidelidade ao v\u00ednculo do seu Matrim\u00f3nio, que continua indissol\u00favel (173).<br \/>\nHoje em dia e em muitos pa\u00edses, s\u00e3o numerosos os cat\u00f3licos que recorrem aodiv\u00f3rcio,\u00a0em conformidade com as leis civis, e que contraem civilmente uma nova uni\u00e3o. A Igreja mant\u00e9m, por fidelidade \u00e0 palavra de Jesus Cristo (\u00abquem repudia a sua mulher e casa com outra comete adult\u00e9rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adult\u00e9rio\u00bb:\u00a0Mc\u00a010, 11-12), que n\u00e3o pode reconhecer como v\u00e1lida uma nova uni\u00e3o, se o primeiro Matrim\u00f3nio foi v\u00e1lido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situa\u00e7\u00e3o objectivamente contr\u00e1ria \u00e0 lei de Deus. Por isso, n\u00e3o podem aproximar-se da comunh\u00e3o eucar\u00edstica, enquanto persistir tal situa\u00e7\u00e3o. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconcilia\u00e7\u00e3o, por meio do sacramento da Penit\u00eancia, s\u00f3 pode ser dada \u00e0queles que se arrependerem de ter violado o sinal da Alian\u00e7a e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em contin\u00eancia completa.<br \/>\nCom respeito a crist\u00e3os que vivem nesta situa\u00e7\u00e3o e que muitas vezes conservam a f\u00e9 e desejam educar crist\u00e3mente os seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar provas duma solicitude atenta, para que eles n\u00e3o se sintam separados da Igreja, em cuja vida podem e devem participar como baptizados que s\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00abSer\u00e3o convidados a ouvir a Palavra de Deus, a assistir ao sacrif\u00edcio da Missa, a perseverar na ora\u00e7\u00e3o, a prestar o seu contributo \u00e0s obras de caridade e \u00e0s iniciativas da comunidade em prol da justi\u00e7a, a educar os seus filhos na f\u00e9 crist\u00e3, a cultivar o esp\u00edrito de penit\u00eancia e a cumprir os actos respectivos, a fim de implorarem, dia ap\u00f3s dia, a gra\u00e7a de Deus\u00bb (174).<\/p>\n<p><strong>A ABERTURA \u00c0 FECUNDIDADE<\/strong><\/p>\n<p>\u00abPela sua pr\u00f3pria natureza, a institui\u00e7\u00e3o matrimonial e o amor conjugal est\u00e3o ordenados \u00e0 procria\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos filhos, que constituem o ponto alto da sua miss\u00e3o e a sua coroa\u00bb<\/p>\n<p>\u00abOs filhos s\u00e3o, sem d\u00favida, o mais excelente dom do Matrim\u00f3nio e contribuem muit\u00edssimo para o bem dos pr\u00f3prios pais. O mesmo Deus que disse: &#8220;n\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3&#8221; (Gn\u00a02, 18) e que &#8220;desde o princ\u00edpio fez o homem var\u00e3o e mulher&#8221; (Mt\u00a019, 4), querendo comunicar-lhe uma participa\u00e7\u00e3o especial na sua obra criadora, aben\u00e7oou o homem e a mulher dizendo: &#8220;Sede fecundos e multiplicai-vos&#8221; (Gn\u00a01, 28). Por isso, o culto aut\u00eantico do amor conjugal e toda a vida familiar que dele nasce, sem p\u00f4r de lado os outros fins do Matrim\u00f3nio, tendem a que os esposos, com fortaleza de \u00e2nimo, estejam dispostos a colaborar com o amor do Criador e do Salvador, que, por meio deles, aumenta continuamente e enriquece a sua fam\u00edlia\u00bb (176).<\/p>\n<p>1653\u00a0A fecundidade do amor conjugal estende-se aos frutos da vida moral, espiritual e sobrenatural que os pais transmitem aos filhos pela educa\u00e7\u00e3o. Os pais s\u00e3o os principais e primeiros educadores dos seus filhos(177). Neste sentido, a miss\u00e3o fundamental do Matrim\u00f3nio e da fam\u00edlia \u00e9 estar ao servi\u00e7o da vida (178).<\/p>\n<p>Os esposos a quem Deus n\u00e3o concedeu a gra\u00e7a de ter filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e crist\u00e3mente falando. O seu Matrim\u00f3nio irradiar uma fecundidade de caridade, de acolhimento e de sacrif\u00edcio.<br \/>\nA Igreja dom\u00e9stica<br \/>\nCristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Fam\u00edlia de Jos\u00e9 e de Maria. A Igreja outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a \u00abfam\u00edlia de Deus\u00bb. Desde as suas origens, o n\u00facleo aglutinante da Igreja era, muitas vezes, constitu\u00eddo por aqueles que, \u00abcom toda a sua casa\u00bb, se tinham tornado crentes\u00bb (179). Quando se convertiam, desejavam que tamb\u00e9m \u00abtoda a sua casa\u00bb fosse salva (180). Estas fam\u00edlias, que passaram a ser crentes, eram pequenas ilhas de vida crist\u00e3 no meio dum mundo descrente.<br \/>\nNos nossos dias, num mundo muitas vezes estranho e at\u00e9 hostil \u00e0 f\u00e9, as fam\u00edlias crentes s\u00e3o de primordial import\u00e2ncia, como focos de f\u00e9 viva e irradiante. \u00c9 por isso que o II Conc\u00edlio do Vaticano chama \u00e0 fam\u00edlia, segundo uma antiga express\u00e3o,\u00a0\u00abEcclesia domestica \u2013\u00a0Igreja dom\u00e9stica\u00bb (181). \u00c9 no seio da fam\u00edlia que os pais s\u00e3o, \u00abpela palavra e pelo exemplo [&#8230;], os primeiros arautos da f\u00e9 para os seus filhos, ao servi\u00e7o da voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de cada um e muito especialmente da voca\u00e7\u00e3o consagrada\u00bb (182).<br \/>\n\u00c9 aqui que se exerce, de modo privilegiado,\u00a0o sacerd\u00f3cio baptismal\u00a0do pai de fam\u00edlia, da m\u00e3e, dos filhos, de todos os membros da fam\u00edlia, \u00abna recep\u00e7\u00e3o dos sacramentos, na ora\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, no testemunho da santidade de vida, na abnega\u00e7\u00e3o e na caridade efectiva\u00bb (183). O lar \u00e9, assim, a primeira escola de vida crist\u00e3 e \u00abuma escola de enriquecimento humano\u00bb (184). \u00c9 aqui que se aprende a tenacidade e a alegria no trabalho, o amor fraterno, o perd\u00e3o generoso e sempre renovado, e, sobretudo, o culto divino, pela ora\u00e7\u00e3o e pelo oferecimento da pr\u00f3pria vida.<br \/>\nN\u00e3o podem esquecer-se, tamb\u00e9m, certas pessoas que est\u00e3o, em virtude das condi\u00e7\u00f5es concretas em que t\u00eam de viver, muitas vezes sem assim o terem querido, particularmente pr\u00f3ximas do cora\u00e7\u00e3o de Cristo, e que merecem, portanto, a estima e a solicitude atenta da Igreja, particularmente dos pastores: o grande n\u00famero de\u00a0pessoas celibat\u00e1rias.\u00a0Muitas delas ficam\u00a0sem fam\u00edlia humana,\u00a0frequentemente devido a condi\u00e7\u00f5es de pobreza. Algumas vivem a sua situa\u00e7\u00e3o no esp\u00edrito das bem-aventuran\u00e7as, servindo a Deus e ao pr\u00f3ximo de modo exemplar. Mas a todas \u00e9 necess\u00e1rio abrir as portas dos lares, \u00abigrejas dom\u00e9sticas\u00bb, e da grande fam\u00edlia que \u00e9 a Igreja. \u00abNingu\u00e9m se sinta privado de fam\u00edlia neste mundo: a Igreja \u00e9 casa e fam\u00edlia para todos, especialmente para quantos est\u00e3o &#8220;cansados e oprimidos&#8221;\u00a0(Mt\u00a011, 28)\u00bb (185).<\/p>\n<p>Resumindo:<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo diz: \u00abMaridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja [&#8230;] \u00c9 grande este mist\u00e9rio, que eu refiro a Cristo e \u00e0 Igreja\u00bb (Ef 5, 25.32).<br \/>\n1660.\u00a0A alian\u00e7a matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade \u00edntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis pr\u00f3prias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos c\u00f4njuges, bem como \u00e0 procria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Entre os baptizados ,foi elevada por Cristo Senhor \u00e0 dignidade de sacramento(186).<br \/>\nO sacramento do Matrim\u00f3nio significa a uni\u00e3o de Cristo com a Igreja. Confere aos esposos a gra\u00e7a de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja; a gra\u00e7a do sacramento aperfei\u00e7oa assim o amor humano dos esposos, d\u00e1 firmeza \u00e0 sua unidade indissol\u00favel e santifica-os no caminho da vida eterna\u00a0(187).<br \/>\n1662.\u00a0O Matrim\u00f3nio assenta no consentimento dos contraentes, quer dizer; na vontade de se darem m\u00fatua e definitivamente, com o fim de viverem uma alian\u00e7a de amor fiel e fecundo.<br \/>\nUma vez que o Matrim\u00f3nio estabelece os c\u00f4njuges num estado p\u00fablico de vida na Igreja, \u00e9 conveniente que a sua celebra\u00e7\u00e3o seja p\u00fablica, integrada numa celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, perante o sacerdote (ou testemunha qualificada da Igreja), as testemunhas e a assembleia dos fi\u00e9is.<br \/>\n1664.\u00a0A unidade, a indissolubilidade e a abertura \u00e0 fecundidade s\u00e3o essenciais ao Matrim\u00f3nio. A poligamia \u00e9 incompat\u00edvel com a unidade do Matrim\u00f3nio; o div\u00f3rcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal do seu \u00abdom mais excelente\u00bb, o filho(188).<br \/>\n1665.\u00a0O novo casamento dos divorciados, em vida do c\u00f4njuge leg\u00edtimo, \u00e9 contr\u00e1rio ao des\u00edgnio e \u00e0 Lei de Deus ensinados por Cristo. Eles n\u00e3o ficam separados da Igreja, mas n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica. Viver\u00e3o a sua vida crist\u00e3 sobretudo educando os filhos na f\u00e9.<br \/>\n1666.\u00a0O lar crist\u00e3o \u00e9 o lugar onde os filhos recebem o primeiro an\u00fancio da f\u00e9. \u00c9 por isso que a casa de fam\u00edlia se chama, com raz\u00e3o, \u00abIgreja dom\u00e9stica\u00bb, comunidade de gra\u00e7a e de ora\u00e7\u00e3o, escola de virtudes humanas e de caridade crist\u00e3.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a010: AAS 57 (1965) 14.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,11: AAS 57 [ 1965} 15.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,48: AAS 58 (1966) 1068.<br \/>\nCf.\u00a0Heb5, 6; 7, 11:\u00a0Sl110, 4.<br \/>\nCf.II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,10: AAS 57 11965) 14.<br \/>\nCf.\u00a0Is61, 6.<br \/>\nCf.\u00a0Nm\u00a01, 48-53.<br \/>\nCf.\u00a0Js13, 33.<br \/>\nCf.\u00a0Ex29, 1-30;\u00a0Lv8.<br \/>\nCf.\u00a0Heb5, 1.<br \/>\nCf.\u00a0Ml\u00a02, 7-9.<br \/>\nCf.\u00a0Heb5, 3; 7, 27; 10, 1-4.<br \/>\nCr.\u00a0Nm11, 24-25.<br \/>\nPontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum.\u00a0De Ordinatione Episcopi. Prex ordinationis, 47, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990)\u00a0 p.24 [Ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, dos presb\u00edteros e dos di\u00e1conos.\u00a0Ora\u00e7\u00e3o de ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, 47 (Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra \u2013 Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa.1992) 40].<br \/>\nPontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum.\u00a0De Ordinatione presbyterorum. Prex ordinationis, 159, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990) p. 91-92 [Ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, dos presb\u00edteros e dos di\u00e1conos.\u00a0Ora\u00e7\u00e3o de ordena\u00e7\u00e3o dos presb\u00edteros, 159 (Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, 1992) p. 104].<br \/>\nPontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum.\u00a0De Ordinatione diaconorum. Prex ordinationis, 207, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990) p. 121 [Ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, dos presb\u00edteros e dos di\u00e1conos.\u00a0Ora\u00e7\u00e3o de ordena\u00e7\u00e3o dos di\u00e1conos, 207 (Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, 1992) p. 179].<br \/>\n\u00abEt ideo solus\u00a0Christus est verus sacerdos, alii autem ministri eius\u00bb: S. Tom\u00e1s de Aquino,\u00a0\u00a0Commentarium in epistolam ad Hebraeos, c. 7. lect.\u00a04:\u00a0Opera ommnia, v.\u00a021 (Parisiis 1876) p. 647.<br \/>\nCf.\u00a0Ap1, 6; 5, 9-10;\u00a01 Pe2, 5.9.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a010: AAS 57 (1965) 14.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a010: AAS 57 (1965) 14.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a010: AAS 57 (1965) 14<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a010: AAS 57 (1965) 14:\u00a0Ibid.,\u00a028 AAS 57 (1965) 34: Id., Const.\u00a0Sacrosanctum Concilium,\u00a033 AAS 56 ( 1964) 108: In.. Decr.\u00a0Christus Dominus,\u00a011 AAS 58 (1966) 677: Id.. Decr.\u00a0Presbyterorum ordinis,\u00a02:. AAS 58 (1966) 992:\u00a0Ibid.\u00a06: AAS 58 (1966) 999.<br \/>\nPio XII. Enc.\u00a0Mediator Dei:\u00a0AAS 39 (1947) 548.<br \/>\n\u00abChristus est fons totius sacerdotii: nam sacerdos legalis erat figura ipsius, sacerdos autem novae leis in persona ipsius operatur\u00bb: S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino,\u00a0Summa theologiae, 3,\u00a0q. 22, a. 4. e: Ed. Leon. 11, 260.<br \/>\nCf.II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021: AAS 57 ( 1965) 24.<br \/>\nCf. Santo In\u00e1cio de Antioquia,\u00a0\u00a0Epistula ad Trallianos\u00a03, 1: SC 10bis, 96 (Funk 1, 244) Id.,\u00a0Epistula ad Magnesios6, 1: SC 10bis, 84 (Funk 1, 234).<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a024: AAS 57 (1965) 29.<br \/>\nCf.\u00a0Mc10, 43-45;\u00a01 Pe\u00a05,3.<br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo,De sacerdotio 2,\u00a04: SC 272, 118 (PG 48, 635); cf.\u00a0Jo\u00a021, 15-17.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano,\u00a0Sacrosanctum Concilium,\u00a033: AAS 56 (1964) 108.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a010: AAS 57 (1965) 14.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a028: AAS 57 (1965) 33-34.<br \/>\nSanto In\u00e1cio de Antioquia,\u00a0Epistula ad Trallianos\u00a03, 1: SC 10bis, 96 (Funk1, 244).<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a020: AAS 57 (1965) 23.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021 : AAS 57(1965) 24.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021: AAS 57 (1965) 25.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021 : AAS 57 (1965) 25.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Christus Dominus,\u00a02: AAS 58 (1966) 674.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a022: AAS 57 (1965) 26.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a022: AAS 57 (1965) 26.<br \/>\nPio XII. Enc.\u00a0Fidei donum:\u00a0AAS 49 (1957) 237: ct. II Conc\u00edlio do Vaticano, Cons. Dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a023: AAS 57 (1965) 27-28: In.. Decr.\u00a0Christus Dominus,\u00a04: AAS 58 (1966)\u00a0 674-675:\u00a0Ibid.,\u00a036: AAS 58 (1966) 692:\u00a0Ibid.,\u00a037 AAS 58 (1966) 693; Id,. Decr.\u00a0Ad gentes,5: AAS 58 (1966) 951-952;\u00a0Ibid.,\u00a06: AAS 58 (1966) 952-953:\u00a0Ibid.,\u00a038: AAS 58 (1966) 984-986.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano,\u00a0Sacrosanctum Concilium,\u00a041: AAS 56 (1964) 111; Id., Cons. Dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a026: AAS 57 (1965) 31-32.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a028: AAS 57 (1965) 33.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.Prebyterorum ordinis,\u00a02: AAS 58 (1966) 992.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Prebyterorum ordinis,\u00a02: AAS 58 (1966) 992.<br \/>\nCf.\u00a0Heb 5,1-10: 7, 24; 9, 11-28.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a028: AAS 57 (1965) 34.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Presbyterorum ordinis,\u00a010: AAS 58 (1966) 1007.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano,\u00a0Decr. Optatam totius,\u00a020: AAS 58 (1966) 726.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,28: AAS 57 (1965) 34.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Presbyterorum ordinis,\u00a02: AAS 58 (1966) 993.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a028: AAS 57 (1965) 35.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Dec.\u00a0Presbyterorum ordinis,\u00a08: AAS 58 (1966) 1003.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a029 AAS 57 (1965) 36; cf. Id.. Decr.\u00a0Christus Dominus,\u00a015: AAS 58 (1966) 679.<br \/>\nCf. Santo Hip\u00f3lito de Roma,Traditio apostolica,\u00a08: ed. B. Botte (M\u00fcnster i.W. 1989) P 22-24.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a041:.AAS 57 (1965) 46: Id.. Decr\u00a0Ad gentes\u00a016: AAS 58 (1966) 967.<br \/>\nCf.\u00a0Mc10, 45:\u00a0Lc22, 27: S\u00e3o Policarpo de Esmirna,\u00a0Epistula ad Philippenses 5,\u00a02: SC 10bis. 182 (Funk 1, 300).<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a029: AAS 57 (1965) 36; Id.. Cons.\u00a0Sacrosanctum Concilium,\u00a035, 4: AAS 56 (1964) 109: Id.,\u00a0Decr. Ad gentes,\u00a016: AAS 58 (1966) 967.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a029: AAS 57 (1965) 36.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Ad gentes,\u00a016: AAS 58 (1966) 967.<br \/>\nCf. Pio XII. Const. ap.\u00a0Sacramentum ordinis,\u00a0DS 3858.<br \/>\nCf.\u00a0Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum.\u00a0De Ordinatione presbyterorum. Traditio panis et vini. 163, editio tipica altera (Typis PolyglottisVaticanis 1990) p. 95 [Ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, dos presb\u00edteros e di\u00e1conos,\u00a0Entrega do p\u00e3o e do vinho,163 (Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra \u2013 Conferencia Episcopal Portuguesa.1992) p. 107].<br \/>\nCf.\u00a0Pref\u00e1cio dos Ap\u00f3stolos I: Missale Romanum,\u00a0editio typica(Typis Polyglottis Vaticanis1970). p. 426 [Missal Romano,\u00a0Gr\u00e1fica de Coimbra 1992. 493].<br \/>\nCf.\u00a0Ef4, 11.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021: AAS 57 (1965) 24.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021: AAS 57 (1965) 24.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a020: AAS 57 (1965) 23.<br \/>\nCf. Inoc\u00eancio III,\u00a0Professio fidei Waldensibus praescripta: DS 794; IV Conc\u00edlio de Latr\u00e3o, Cap. 1,\u00a0De fide catholica: DS 802; CIC can. 1012; CCEO can. 744,747.<br \/>\nCIC can. 1024.<br \/>\nCf.\u00a0Mc3, 14-19;\u00a0Lc\u00a06, 12-16.<br \/>\nCf.\u00a01 Tm3, 1-13;\u00a02 Tm1, 6:\u00a0Tt\u00a01, 5-9.<br \/>\nCf. S\u00e3o Clemente de Roma,\u00a0Epistula ad Corinthios,\u00a042, 4:\u00a0SC\u00a0167, 168-170 (Funk I. 152);\u00a0Ibid.,\u00a044. 3: SC 167, 172 (Funk 1, 156).<br \/>\nCf . Jo\u00e3o Paulo II, Ep.\u00a0Ap. Mulieris dignitatem,\u00a026-27: AAS 80 (1988) 1715-1720. Id.. Ep. Ap.\u00a0Ordinatio sacerdotalis:\u00a0AAS 86 (1994) 545-548; Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da Doutrina da F\u00e9,Decl.\u00a0Inter insigniores:\u00a0AAS 69 (1977) 98-116; Id.,\u00a0Responsum ad dubium circa doctrinam in Epist. Ap. &#8220;Ordinatio Sacerdotalis&#8221; traditam:\u00a0AAS 87 (1995) 1114.<br \/>\nCf.\u00a0Heb5, 4.<br \/>\nCf.\u00a01 Cor7, 32.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Presbyterorum ordinis,16: AAS 58 (1966) 1915-1016.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Decr\u00a0Presbyterorum ordinis,16: AAS 58 (1966) 1015.<br \/>\nCf. Conc\u00edlio de Trento, Sess. 23\u00aa, Canones de sacramento Ordinis, c.\u00a04: DS 1767: II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a021: AAS 57 (1965)\u00a025:\u00a0Ibid., 28 AAS 57 (1965) 34:\u00a0Ibid., 29: AAS 57 (1965) 36: Id., Decr.\u00a0Presbyterorum ordinis,\u00a02: AAS 58 (1966)992.<br \/>\nCIC can 290-293. 1336. \u00a7 1, 3 e 5. 1338. \u00a7 2.<br \/>\nCf. Conc\u00edlio de Trento, Sess. 23\u00aa, Canones de sacramento Ordinis, can.\u00a04: DS 1774.<br \/>\nCf. Conc\u00edlio de Trento, Sess. 7\u00aa,\u00a0Canones de sacramentis in genere, can. 12: DS 1612: Conc\u00edlio de Constan\u00e7a,\u00a0Errores Iohannis Wyclif,\u00a04: DS 1154.<br \/>\nSanto Agostinho,In Iohannis evangelium tractatus,\u00a05, 15: CCL 36, 50 (PL 35, 1422).<br \/>\nPontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum.\u00a0De Ordinatione Episcopi. Prex ordinationis, 47, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990)\u00a0 p.24 [Ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, dos presb\u00edteros e dos di\u00e1conos,\u00a0Ora\u00e7\u00e3o de ordena\u00e7\u00e3o do Bispo, 47 (Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra \u2013 Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa.1992) 40].<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decr.\u00a0Christus Dominus,\u00a013: AAS 58 (1966) 678-679: Ibid., 16: AAS 58 (1966) 680-681.<br \/>\nS\u00e3o Hip\u00f3lito de Roma,\u00a0Traditio apostolica,\u00a03: ed. B. Botte (M\u00fcnster i.W. 1989) p. 8-10.<br \/>\nLiturgia Bizantina, 2\u00aa\u00a0 ora\u00e7\u00e3o da imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3ospresbiteral: Euchol\u00f3gion t\u00f2 m\u00e9ga\u00a0(Roma 1873) p. 136.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a029 AAS 57 (1965) 36.<br \/>\nS\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo,\u00a0Oratio\u00a02, 71: SC 247, 184 (PG 35, 480).<br \/>\nS\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo,\u00a0Oratio\u00a02, 74: SC 247, 186 (PG 35, 481).<br \/>\nS\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo,\u00a0Oratio\u00a02, 73: SC 247, 186 (PG 35, 481.<br \/>\nB. Nodet,\u00a0Le Cure d&#8217;Ars. Sa pens\u00e9e-son coeur\u00a0(Le Puy 1966) p. 98.<br \/>\nCf. Santo In\u00e1cio de Antioquia,\u00a0Epistula ad Trallianos\u00a03, 1: SC 10bis. 96 (Funk 1, 244).<br \/>\nCIC can. 1055. \u00a7 1.<br \/>\nCf.\u00a0Gn\u00a01, 26-27.<br \/>\nCf.\u00a0Ap19, 7.<br \/>\nCf.\u00a0Ef5, 32-32.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048: AAS 58 (1966) 1067.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a047:\u00a0AAS 58\u00a011966) 1067.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a047: AAS 58 (1966) 1067.<br \/>\nCf.\u00a0Gn1, 27.<br \/>\nCf\u00a0Gn1, 31.<br \/>\nCf.\u00a0Gn2, 23.<br \/>\nCf\u00a0Gn2, 18.<br \/>\nCf.\u00a0Sl121, 2.<br \/>\nCf\u00a0Mt\u00a019, 4.<br \/>\nCf.\u00a0Gn3, 12.<br \/>\nCf.\u00a0Gn2, 22.<br \/>\nCf.\u00a0Gn3, 16.<br \/>\nCf.\u00a0Gn1, 28.<br \/>\nCf.\u00a0Gn3, 16-19.<br \/>\nCf.\u00a0Gn3, 21.<br \/>\nCf.\u00a0Gn3, 16.<br \/>\nCf.\u00a0\u00a0Mt\u00a019, 8:\u00a0Dt\u00a024, 1.<br \/>\nCf.\u00a0Os1-3:\u00a0Is54; 62;\u00a0Jr\u00a02-3; 31;\u00a0Ez\u00a016; 23.<br \/>\nCf.\u00a0Ml2, 13-17.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes, 22:\u00a0AAS 58 (1966) 1042.<br \/>\nCf.\u00a0Ap 19, 7. 9<br \/>\nCf.\u00a0Jo2, 1-11.<br \/>\nCf.Mt\u00a019, 8.<br \/>\nCf.\u00a0Mt19, 10 .<br \/>\nCf.\u00a0Mt11, 29-30.<br \/>\nCf.\u00a0Mc8, 34.<br \/>\n123.Cf.\u00a0Mt\u00a019, 11.<br \/>\nCf.\u00a0Ef5, 26-27.<br \/>\nCf. Conc\u00edlio de Trento, Sess. 24\u00aa.\u00a0Doctrina de sacramento Matrimonii:DS 1800; CIC can. 1055, \u00a7 I.<br \/>\nCf.\u00a0Lc14, 26;\u00a0Mc10, 28-31.<br \/>\nCf.\u00a0Ap14, 4.<br \/>\nCf.\u00a01 Cor\u00a07,\u00a032.<br \/>\nCf.\u00a0Mt\u00a025, 6.<br \/>\nCf. Mc 12, 25:\u00a01 Cor 7,\u00a031.<br \/>\nCf.\u00a0Mt\u00a019, 3-12.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.Lumen Gentium,\u00a042: AAS 57 (1965) 48: Id., Decr. Perfectae caritatis, 12 AAS 58 (1966) 707: In., Decr.\u00a0Optatam totius, 10: AAS 58 (1966) 720-721.<br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, De Virginitate 10, 1: SC 125, 122 (PG 48, 540): cf. Jo\u00e3o Paulo II,\u00a0Ex. ap.\u00a0Familiares consortio,\u00a016: AAS 74 (1982) 98.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano,\u00a0Sacrosanctum Concilium,\u00a061:AAS 56 (1964) 116-117.<br \/>\nCl. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium, 6:\u00a0AAS 57 (1965) 9.<br \/>\nCf.\u00a01 Cor\u00a010, 17.<br \/>\nJo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiares consortio,\u00a067: AAS 74 (1982) 162.<br \/>\nCf. CCEO can. 817.<br \/>\nCCEO can. 828.<br \/>\nCf\u00a0\u00a0Ef 5, 32.<br \/>\nCIC can. 1057. \u00a7 1.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048: AAS 58 (1966) 1067; CIC can. 1057, \u00a7 2.<br \/>\nOrdo celebrandi Matrimonium,62, Editio typica altera (Typis Polyglottis Vaticanas 1991) p. 17 [Celebra\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f3nio, 62, Segunda edi\u00e7\u00e3o t\u00edpica (Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra \u2014 Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa 1993) p.31].<br \/>\nCf.\u00a0Gn2, 24;\u00a0Mc10, 8:\u00a0Ef\u00a05, 31.<br \/>\nCf. CIC can. 1103.<br \/>\nCf. CIC can. 1057, \u00a7 1.<br \/>\nCf. CIC can. 1083-1108.<br \/>\nCf. CIC can. 1071, \u00a7 1, 3.<br \/>\nCf. Conc\u00edlio de Trento, Sess. 24\u00aa,\u00a0Decretum &#8220;Tametsi &#8220;: DS\u00a01813-1816: CIC can. 1108.<br \/>\nCf. CIC can. 1063.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a049: AAS 58 (1966) 1070.<br \/>\nCf. CIC can. 1124.<br \/>\nCf. CIC can. 1086.<br \/>\nCf. C1C can. 1125.<br \/>\nCf.\u00a01 Cor\u00a07, 16.<br \/>\nCIC can.1134.<br \/>\nCf.\u00a0Mc10, 9.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048:\u00a0AAS 58 (1966) 1067.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048: AAS 58 (1966) 1068.<br \/>\nCf. CIC can. 1141.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a011: AAS 57 (1965) 16.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a011: AAS 57 (1965) 15-16: cf.\u00a0Ibid., 41:.AAS 57 (1965) 47.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048: AAS 58 (1966) 1068.<br \/>\nCf.\u00a0Gl\u00a06, 2.<br \/>\nTertuliano,\u00a0Ad Uxorem2, 8. 6-7: CCL 1, 393 (PL 1, 1415-1416): cf. Jo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio, 13: AAS 74 (1982) 94.<br \/>\nJo\u00e3o PauloII, Ex. ap.Familiares consortio,\u00a013: AAS 74 (1982) 96.<br \/>\nCf.\u00a0Gn2, 24.<br \/>\nJo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio, 19: AAS 74 (1982) 101.<br \/>\nCf. II Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a049: AAS 58 (1966) 1070.<br \/>\nJo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio,\u00a019: AAS 74 (1982) 102.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.<br \/>\nJo\u00e3o Paulo II. Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio,\u00a020: AAS 74 (1982) 104.<br \/>\nCf. Jo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio, 83: AAS 74 (1982) 184; CIC can. 1151-1155.<br \/>\nJo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio,\u00a084: AAS 74 (1982) 185.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048: AAS 58 (1966) 1068.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,50: AAS 58 (1966) 1070-1071.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Decl.\u00a0Gravissimum educationis, 3: AAS 58 (1966) 731.<br \/>\nCf. Jo\u00e3o Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio,\u00a028: AAS 74(1982) 114.<br \/>\nCf At\u00a018, 8.<br \/>\nCf.\u00a0At16, 31; 11, 14.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,\u00a011: AAS 57 (1965) 16; cf. Jo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio, 21: AAS 74 (1982) 105.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,11: AAS 57 (1965) 16.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. dogm.\u00a0Lumen Gentium,10: AAS 57 (1965) 15.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a052: AAS 58 (1966) 1073.<br \/>\nJo\u00e3o Paulo II, Ex. ap.\u00a0Familiaris consortio,\u00a085: AAS 74 (1982) 187.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past.\u00a0Gaudium et spes,\u00a048: AAS 58 (1966) 1067-1068; CIC can. 1055, \u00a7 1.<br \/>\nCf. Conc\u00edlio de Trento, Sess. 24\u00aa.\u00a0Doctrina de sacramento Matrimonii:\u00a0DS 1799.<br \/>\nII Conc\u00edlio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes,\u00a050: AAS 58 (1966) 1070.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O SACRAMENTO DO MATRIM\u00d3NIO \u00abO pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunh\u00e3o \u00edntima de toda a vida, ordenado por sua \u00edndole natural ao bem dos c\u00f4njuges e \u00e0 procria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor \u00e0 dignidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2775,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[18],"tags":[],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"2.12.2","language":"pt","enabled_languages":["fr","pt","es","it","en"],"languages":{"fr":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"es":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"it":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2536"}],"collection":[{"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2536"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2536\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/equipes-notre-dame.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}